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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

ACÓLITO É DIFERENTE DE COROINHA POR QUÊ?




COROINHA É:

Coroinha (do latim puer chori, "menino do coro") é uma criança ou adolescente, geralmente do sexo masculino, que auxilia os sacerdotes nas funções do altar. Em 1994, o papa João Paulo II autorizou que meninas também servissem no Altar; A carta Redemptionis sacramentum prevê essa circunstância. Atualmente, em algumas paróquias a função de coroinha é estendida também às meninas.

No Brasil, confunde-se "coroinha" com "acólito", todavia, coroinha não é um ministro instituído, característica do acólito.


ORIGEM DO TERMO

O termo coroinha vem da antiga celebração da missa, em que as canções eram cantadas em coro. Ocasionalmente, alguns dos meninos do coro eram solicitados para auxiliar os padres na celebração da missa, donde lhes foi dado o nome coroinhas. Curiosamente, antigamente a função de coroinha era um degrau para o sacerdócio. Os clérigos recebiam a tonsura. Como o coroinha assim se caracterizava, recebia também uma pequena tonsura chamada "coroa". É também uma das prováveis origens do nome. As vestes do coroinha seguem um padrão: Ordinariamente, usam: Batina ou Túnica (de cor vermelha, branca ou bordô), com sobrepeliz ou cota branca. O Padroeiro dos coroinhas é São Tarcísio.

A túnica do acólito

Todos os que servem no presbitério usam uma veste branca, a começar pelo presidente da celebração e a acabar nos acólitos. A veste dos bispos, dos presbíteros e dos diáconos chama-se alva, palavra que quer dizer veste branca. À dos acólitos chama-se túnica, que é uma veste também branca mais ajustada ao corpo do que a alva.

domingo, 14 de outubro de 2012

RESTAURE MEU POVO




                                                                                             
            Ione Buyst.

            O tempo do Natal, tempo de manifestação de Jesus como Salvador para os pobres e para todas as nações, encerra com a festa do batismo de Jesus no rio Jordão. Jesus entra na fila dos pecadores que se deixam batizar por João Batista em sinal de conversão, preparando-se para a chegada do Reino iminente. Ele solidariza-se com a humanidade pecadora, perdida, afastada do caminho do Pai, longe do projeto inicial da criação. A voz do Pai o apresenta como o filho amado, como o Messias esperado, o Ungido, o encarregado de sua confiança para restaurar todas as coisas de acordo com o projeto de Deus. O Espírito vindo do céu pousa sobre ele, para que possa alegrar os pobres com boas notícias. O profeta Isaías aponta para um programa bastante audacioso: deverá levar o direito às nações; com firmeza, implantará a justiça, sem ceder às corrupções.

            E nós, que fomos feitos uma só coisa com Jesus, pelo batismo na água e no Espírito, fazemos memória desta sua investidura como Messias. Participando, comungando o Cristo dinamicamente presente na comunidade reunida, na Palavra proclamada e no Pão e no Vinho servidos entre irmãos e irmãs, somos mergulhados misticamente no Jordão para sermos confirmados/as em nossa missão messiânica. Teremos hoje a coragem de entrar junto com Jesus na fila dos pecadores, reconhecendo nossa parte de responsabilidade na situação em que se encontra o mundo? Teremos hoje a coragem de perceber o céu se abrindo sobre nós e o Espírito descendo e pousando, como no dia de nosso batismo e confirmação, pronto para realizar em nós seu trabalho de transformação interior? Abriremos hoje o ouvido do coração para acolher a voz do Pai que ressoa sobre as águas e que declara nossa mais profunda e íntima identidade e missão: Tu és minha filha, tu és meu filho muito amado...? Fortalecidos/as e amparados/as pelo terno amor do Pai, assumiremos hoje com mais garra e alegria, com firmeza e convicção a tarefa ingente, difícil, complicada... de ‘restaurar’ um povo, de ser uma luz em meio a tantas dificuldades em todas as áreas da convivência humana? De abrir os olhos de tanta gente cega diante da destruição do planeta, diante do sistema econômico concentrador de renda, aumentando assustadoramente a desigualdade social, diante do descaso frente a milhões de pessoas perecendo na miséria, nas guerras (ditas ‘justas’, ‘necessárias, e até ‘santas’), diante a de tanta gente presa nas garras do sistema econômico, social, cultural? 

            Não é preciso gritar, levantar a voz feito marketing e propaganda, tantas vezes enganosa; palavras e gestos silenciosos, mas verdadeiros, costumam ser mais eficientes. Não podemos quebrar a cana rachada por causa de tanta desgraça e revés; o profundo respeito e a compaixão costumam ser remédio milagroso para muita dor, até mesmo para nossa própria. Devemos ter o cuidado de não apagar a mecha que ainda fumega; é possível reavivar as centelhas de esperança e de vitalidade escondidas no coração de cada pessoa, inclusive dentro de nós mesmos/as. Quando o desânimo ameaça nos abater, por causa das injustiças sofridas, por causa do pouco resultado alcançado com nossos esforços, por causa das traições e exclusões de toda ordem (na família, na sociedade e... na Igreja)... sentiremos hoje o Senhor nos tomando pela mão, confirmando sua presença, derramando por todo o nosso ser o óleo da alegria para continuarmos ‘fazendo o bem’, como fez Jesus?
           


Para meditação pessoal ou grupal:

1- Olhando minha vida: de que forma estou assumindo minha missão messiânica de filho e filha de Deus no ambiente onde vivo e trabalho?
2- Tenho vivido na alegria e na ação de graças por poder participar nesta missão?
3- Onde tenho encontrado forças nos momentos de dificuldades, de tristeza, de desânimo?




sábado, 13 de outubro de 2012

EPIFANIA: MANIFESTAÇÃO DA TERNURA DE DEUS NO MUNDO



                                                                                                                      

Pe. Marcelino Sivinski

Vivemos no clima do Natal. A alegria invade nossos corações. Tudo respira festa. As casas, as ruas e as igrejas permanecem enfeitadas com símbolos natalinos. Partilhamos votos de Feliz Natal e Próspero Ano Novo. A paz parece ter encontrado a sua morada entre nós e construído a sua casa no mundo. Prolongamos visitas aos amigos e familiares. Preparamos confraternizações. Não nos cansamos de ouvir músicas natalinas. Um desejo enraizado no coração nos faz cantar: Glória a Deus e paz na terra aos homens de boa vontade. Rezamos para que essa paz e essa harmonia perdurem por muito tempo ou que nunca se apaguem. O nascido em Belém é o Príncipe da Paz. Ele é a nossa salvação.

Natal e Epifania são duas festas que celebram o mesmo Mistério. No prefácio da Epifania rezamos: "Quando Cristo se manifestou em nossa carne mortal, vós nos recriastes na luz eterna de sua divindade". Na oração sobre as oferendas da missa da noite de Natal rezamos: "Acolhei, ó Deus, a oferenda da festa de hoje, na qual o céu e a terra trocam seus dons, e dai-nos participar da divindade daquele que uniu a vós a nossa humanidade".

No Natal lembramos a manifestação do Senhor aos seus concidadãos, representados pelos pastores. Na Epifania voltamos nosso olhar para os outros povos e nações, representadas pelos magos.

A  Epifania é a revelação da ternura do Deus que deseja salvar a todos. Contudo, ele só será salvação se a comunidade se colocar em sintonia com a salvação que é oferecida a todos.

Deus na sua bondade alimenta nossos sonhos de paz e oferece sinais. Os sinais de Deus não são os mesmos: os magos tiveram a estrela: Herodes teve a palavra dos magos; os judeus tiveram a Escritura. Deus continua falando de muitas maneiras. O importante é pôr-se em atitude de busca.  

Os magos do Evangelho representam os povos que caminham ao encontro da Paz, que é o próprio Deus. Ele vem até nós em Jesus. Nós temos de nos colocar no caminho da procura. Essa procura não é fácil. Há momentos em que não vemos mais “a estrela”, não vemos os sinais de Deus e ficamos perdidos.

No Evangelho Jesus aparece como resposta às expectativas do povo de Israel e de todos os povos. Os magos são os verdadeiros fiéis que adoram o Filho de Deus e antecipam a comunidade eclesial. Do nascimento de Jesus, segue o nascimento da Igreja, destinada a ser “uma multidão imensa, que ninguém podia contar, gente de todas as nações, tribos, povos e línguas” (Ap 7,9).

A Epifania retoma o Natal de Jesus celebrando a sua humanidade manifestada a todos os povos. Traz consigo a mística de que a salvação destina-se a todos: “Levanta-te e brilha, Jerusalém, olha o horizonte e vê. Sobre todas as nações brilha a glória do Senhor” (Is 60,1). Manifestemos hoje o Redentor de todos os povos e façamos deste dia a festa de todas as nações. Epifania é a festa da chegada da Paz para todos os habitantes da terra. É a festa do encontro da paz com  as culturas, religiões e crenças.


Perguntas para reflexão pessoal e em grupos:

01.Como é a Festa dos Reis em sua comunidade? O que de bonito acontece?
02. O que a Igreja celebra na festa da Epifania?
03. O que devemos cultivar em nosso coração na Festa da Epifania?

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

MARAVILHAS DO MISTÉRIO DO NATAL





Frei José Ariovaldo da Silva, OFM


Um dos maiores prazeres que sinto é o de sair para o sertão e, lá, de noite, contemplar o céu estrelado. É algo realmente encantador... São milhões e milhões de estrelas e astros... Quem será capaz de contá-los? E fico imaginando também a imensidão desse espaço. Até onde vai? Aonde termina? Se é que em algum lugar termina... As distâncias nem podem ser mais contadas em quilômetros, mas em anos-luz. O que é um ano-luz? É a distância que um raio de luz percorre durante um ano numa velocidade de 300.000 km por segundo (que é a velocidade da luz). E temos estrelas a 100.000 anos-luz de distância daqui, e até muitíssimo mais!... Galáxias a milhões de anos-luz... Dizer que esse universo é imenso é muito pouco!... E o nosso “planeta terra” neste contexto? Proporcionalmente falando, não passa de um minúsculo grãozinho de pó. Menor ainda!... E sobre ele rastejam esses “micro-organismos” chamados seres humanos, que somos nós.

De repente, descobrindo-me tão pequeno no meio desta imensidão cósmica, lembro-me do Natal e levo como que um susto. Mas, no embalo deste susto, também mergulho numa contemplação que (usando a expressão poética de Ruben Alves) “me faz cócegas na alma”. Lembro-me que o Verbo eterno, criador de tudo isso, se faz pequenino, muito pequenino, micro-pequenino sobre este nosso chão tão pequeno. Aqui, por obra do Espírito Santo, torna-se um embriãozinho humano no seio da Virgem Maria. Depois, após longos meses de carinhosa gestação, a criança vem à luz, frágil como toda criança, dependente dos cuidados da mãe. Aliás, não teve nem mesmo um lugar para nascer. Foi nascer num estábulo, deitado sobre as palhas de uma manjedoura, entre o boi e o burro. Ei-lo: o Verbo criador deste universo infindo, feito mínimo do mínimo, micro-pequenino sobre este minúsculo planeta terra... É muita humildade! É amor demais por nós que, em nosso orgulho, nos rebelamos contra Ele.

O Verbo eterno de Deus criador, subsistindo na condição de Deus, se abaixa à condição de um simples ser humano feito servo de todos e, desta maneira, vem nos resgatar a “cidadania” divina que havíamos perdido... O Verbo eterno se faz nosso irmão e, desta maneira, podemos agora sentir Deus como nosso “parente” mais próximo, ou seja, nosso Pai. Consequentemente, na qualidade de filhos e filhas de Deus, sentimo-nos também “parentes”, os mais próximos, uns dos outros, irmãos e irmãs, irmanando-nos todos na busca da paz. E então cantamos: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por ele amados” (Lc 2,14).

            Por isso a Igreja, na voz do ministro que preside a celebração litúrgica da festa de Natal, reza com alegria e confiança: “Ó Deus, que admiravelmente criastes o ser humano e mais admiravelmente restabelecestes a sua dignidade, dai-nos participar da divindade do vosso Filho, que se dignou assumir a nossa humanidade...” (Oração do dia de Natal). E o povo todo responde com entusiasmo: “Amém” (que quer dizer: É isso mesmo! E que assim seja!).

             Depois, na Liturgia eucarística do mesmo dia, diante de Deus, nosso Pai santo, a Igreja também proclama: “Por ele (Cristo), realiza-se hoje o maravilhoso encontro que nos dá vida nova em plenitude. No momento em que vosso Filho assume nossa fraqueza, a natureza humana recebe uma incomparável dignidade: ao tornar-se ele um de nós, nós nos tornamos eternos” (Prefácio do Natal do Senhor III).

            Enfim, depois de participamos neste dia da entrega maior de Jesus pela nossa salvação, isto é, depois de participarmos do seu mistério pascal na divina Eucaristia, depois que recebemos o seu corpo entregue e o seu sangue derramado, sob as espécies de pão e vinho, então a Igreja faz esta belíssima oração: “Ó Deus de misericórdia, que o Salvador do mundo hoje nascido, como nos fez nascer para a vida eterna, nos conceda também sua imortalidade. Por Cristo, nosso Senhor”. E todos respondem de novo com confiança renovada: “Amém!” (isto é: Que assim seja de verdade!) (Oração depois da comunhão).

          Perguntas para reflexão pessoal e em grupos


            1. Que sentimentos e recordações significativas o Natal evoca em você?
2. O que celebramos na liturgia do Natal?
            3. Que esperanças o Natal alimenta em nós?
            4. Qual a melhor maneira de celebrar o Natal?